5.7.09
Essa experiência resultou de um desejo de troca a partir da sua exposição no começo do ano na Subterrânea.
Nesse tempo, Marcos Sari também trabalhou por lá. Abaixo estão algumas imagens do processo de trabalho.
12.5.09
27.4.09
5.3.09
12.1.09

A Arte&Fato inaugura na próxima quarta, 14 de janeiro ,sua mostra REVER 08. Esta tradicional reprospectiva de verão reúne obras de artistas que expuseram na galeria durante a temporada passada. Nesta edição poderão ser vistas pinturas de GUSTAVO RIGON, SÉRGIO RODRIGUEZ, MARLENE KOZICZ e RICARDO CAMILO, aquarelas de LAURA CASTILHOS, desenhos de ROSALI PLENTZ, ADAUANY ZIMOVSKI e do grupo PRIMA IDEA, gravuras em metal de RODRIGO PECCI, objetos de ELTON MANGANELLI e técnicas mistas de CARLOTA GARCIA.
A REVER 08 permanece aberta a visitação até 20 de fevereiro, de segunda a sexta, das 14 às 18h (horário de verão da galeria).
13.11.08
11.10.08

Plano Experimento
Plano Experimento é o título da exposição conjunta dos artistas Adauany Zimovski e Marcos Sari, que se realiza no Atelier Subterrânea, a partir de 16 de outubro de 2008. Para este título, nada poderia ser mais justo! Os planos parecem estar presentes nos trabalhos dos dois artistas que os exploram de formas diferentes e próprias, a partir de suas experiências, criando propostas novas, criativas, cada vez mais sólidas e nos submetendo a somarmos as nossas experiências às deles.
Em seus trabalhos, Adauany geralmente nos oferece um conjunto de planos que constrói uma figura gráfica capaz de nos deixar em total incompletude da informação. Uma sensação de olhar apenas para um fragmento do que pode ser o todo. A partir de uma superfície qualquer, Adauany utiliza-se de cantos; apresenta e direciona os nossos olhares para pontos não convencionais, deixa-nos com sede, em sensação de busca. Seus desenhos, em branco e preto, exploram movimentos mais densos em regiões de mínima importância formal, deixando os espaços mais nobres para linhas soltas. Um reajuste no nosso olho se dá a cada momento a partir dessas observações: uma vertigem, um desequilíbrio, mas ao mesmo tempo, uma liberdade, um espaço aberto. Suas fotos caminham no mesmo sentido. A imagem real urbana, que poderia ser despercebida por qualquer transeunte, se torna uma forte imagem delimitada em função da escolha da artista para chamar a atenção a cores e planos específicos, mas cuja escolha nos deixa sempre em sensação de falta. Olhar para onde, procurar o que, delimitar o que? Talvez seja esse o ponto forte do seu trabalho: as perguntas, não as respostas.
Marcos, por sua vez, desloca seus planos para além do suporte. São planos desrespeitosos. E os seus planos não são apenas caracterizados por uma superfície e seus limites, mas por uma densidade de cor que revoga uma quantidade de espaço como seu, ou por uma associação de densidades de cores revogando os seus próprios espaços para si. O espaço,por sua vez, deve ser entendido de forma muito ampla: uma folha de papel, uma placa de MDF, uma sala, uma galeria.
Para a exposição no Atelier Subterrânea, Adauany nos oferece uma foto maior, pequenos trabalhos fotográficos e um trabalho feito diretamente sobre uma das paredes da galeria. Este último se define ali, naquela superfície, a partir dos recursos que a própria parede oferece: camadas de tintas em diferentes cores e texturas sobrepostos a tantas outras camadas de tintas. A partir desses recursos, Adauany nos revela estas cores, construindo sua composição a partir das informações e registros que aparecem. Há um respeito pela memória do lugar, mas sem se apreender aos seus referenciais históricos. Adauany usa essa memória como uma ferramenta, apenas, apropria-se dela como se apropriaria de uma bisnaga de cores. A memória é um fato dado. E a sua composição se revela a partir de planos definidos por linhas claras, ou esmaecidas, que convidam o observador a se perder, a se incompletar.
Marcos nos oferece pequenas composições delicadamente dispostas em seus suportes e uma cor densa e fechada, delimitada por linhas retas, que se projeta em direção a uma parede sem respeitar pequenos planos que possam aparecer em sua trajetória ou limites arquitetônicos mais claros do lugar, mas sempre flertando com eles. Esse plano de cor em forma geométrica evoca todo o espaço interno e externo da galeria, e se reverbera em elementos que se relacionam com ele: verdes “borrados” materializados em plantas situadas em locais estratégicos. Elementos de simetria e de projeção estão espalhados por todo o lugar. Todo o espaço se ativa em função de uma composição cuidadosamente escolhida. A cor é a chave do trabalho de Marcos. É a cor em sua obviedade pura que se espalha pelo espaço criando algo que pode ser entendido simplesmente por cada unidade que a compõe, ou pela complexidade de todo o seu conjunto. Enquanto Adauany nos apresenta fragmentos de planos nos deixando em estado de suspensão, Marcos nos insere dentro deles, magnificando-os. Em ambos os casos, nos encontramos perdidos e livres... e essa sensação de liberdade pode ser tão dura quanto a de não tê-la conhecido.
Rommulo Conceição – outubro/2008
6.10.08


Essas são algumas imagens do trabalho realizado para o projeto Princípios de Risco #2 - PÚBLICO, no DMAE, entre agosto e setembro de 2008. Também fazem parte do grupo Gabriel Netto, Sandro Ka e Vinicius Stein. Clique aqui para ver o blog do projeto.
1.7.08
6.6.08
O tempo e a crueldade do tempo.
Ouvi esta frase num documentário recente, enquanto pensava sobre as imagens produzidas pela Adauany Zimovski. Aparentemente seria quase um antagonismo associar esta frase ao seu trabalho, pois ela afirma não se interessar muito pela carga do tempo nos prédios que fotografa, mas sim numa configuração lógica e poética de sua arquitetura externa - não sendo portanto apenas uma constituição histórica.
Vendo seus desenhos percebo um encontro de ângulos bem definidos, ao deixar transparecer sempre uma construção temporal do gesto, possibilitando assim traçar seu campo de interesse numa geometria muitas vezes irregular. Intervalos temporários é como afirmar duas vezes a mesma coisa. É tautológico. Este termo criado por ela é auto-explicativo. A memória que é sua e não do fruidor, porém isto é algo que a artista não tem como controlar, o que torna a equação: artista – espectador, elementar e fundamental.
A produção de Adauany é a sua própria trajetória de apreensão do mundo e das coisas. Um tempo que não voltará, porém através das imagens consegue transfigurar sua passagem por determinados caminhos da cidade, encontrando recortes nas paredes dos prédios dotados de sentidos. Algumas vezes necessita um certo afastamento desse olhar afetivo criado por meio das janelas que vivencia, aí sua carga poética é potencializada. A crueldade que associei a ela está mais no rigor de sua produção , do que num ato pungente ou doloroso.
O que vem primeiro? Os desenhos? As imagens dos intervalos nos prédios?
Penso que ocorre sempre um gesto anterior para traçar seu domínio imagético. Uma ação que pressupõe outra, desordenando uma possível medida sem saída onde muitas vezes podemos nos encontrar. Um esgotamento da linguagem. Não é o seu caso, pois a artista escapa do seu próprio claustro para daí encontrar outras dimensões que sua natureza percebe.Adauany não se detém apenas em registrar seu trajeto, mas sim aprofundar um pensar medido pelas superfícies. Nada superficial. Não se esgota numa rápida leitura. Torna-se necessário então, criarmos um intervalo para poder corrigir nosso olhar frente as suas construções gráficas. O olho corrige sempre as nossas imperfeições?
Isto será sempre uma dúvida cruel.
Alexandre Antunes
Junho / 2008
4.5.08


Trabalho integrante da exposição
Nanquim e esmalte sobre papel
28,6 x 24 cm











































